Saúde Puericultura Pré-mamã e Mamã Educação Desenvolv. Infantil Desporto Festas Infantis Material Didáctico Actividades Lúdicas Vestuário Casa e Decor Transportes Produtos Biológicos Yoga Massagem Infantil Seguros e Finanças Viagens e Lazer Animais Ofertas Formativas Artigos 2ª Mão

Publicidade




Ler uma História

Um gato debaixo do pinheiro de Natal



ler história


Receitas da Semana

Cake Pops



ver receita


Venda de Livros

 


 
FacebookTwitterGoogle+LinkedInNewsletter
Artigos

 


Ver todos os artigos  |  Categorias


O que os Bebés gostam? Palatabilidade, por favor!
Maio, 2011
Dra. Solange Burri - Consultora em Alimentação
Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil

[ver mais artigos deste autor]
  O termo é, no mínimo, estranho. E por isso não deveria iniciar este post nestes moldes. Mas é importante. Muito importante. PA-LA-TA-BI-LI-DA-DE. O que significa, segundo o dicionário português: o que é palatável, que tem sabor, que é agradável.

  Nos últimos anos os investigadores da ciência alimentar têm-se debruçado firmemente sobre as características dos alimentos que levam à sua aquisição. O sabor, o aspecto, a textura e o cheiro são pequenos detalhes, quase instintivos, que levam as pessoas a escolher um ou outro alimento, de acordo com estímulos nervosos que nem percepcionam e estão na ordem do dia quando se fala em marketing alimentar ou em consumismo alimentar.

  A palatabilidade incide na característica do sabor que dá prazer ao consumidor alimentar e o instiga a consumir determinado alimento em detrimento de outro, por vezes até menos saudável. Como exemplo, posso citar a fast-food da maior cadeia de fast-food mundial, a McDonald's, que toda a gente conhece, sabe que é pouco saudável mas nem contudo consegue parar de comer. A combinação entre o teor de gordura, de açúcar e de sal versus cores e texturas tornam esta cadeia de restaurantes famosa sobretudo também pela facto do consumidor saber que independentemente do ano, do local, da hora, o sabor é o mesmo, o que espera.

  Ora, no que diz respeito à Alimentação Infantil, este aspecto é importantíssimo sobretudo se pensarmos que a criança está tão receptiva a todos os estímulos que a circunda, sejam cores, cheiros, movimentos mas contudo deseja ser conquistada e, quando isso suceder, existir alguma constância nos sabores que lhe apresentam.

  O que quer dizer que perante a necessidade expressa da progenitora diversificar a alimentação, também é importante que uma vez conquistado um sabor que o bebé aprecie, este deve ser apresentado no mesmo formato culinário pelas seguintes razões:

  1 - Para que o bebé mais depressa associe um sabor a um alimento;

  2 - Porque está em aprendizagem alimentar e se deseja expor o bebé mais do que uma vez a esse sabor, enraizando essa preferência;

  3 - Porque psicologicamente o bebé está pouco receptivo a mudanças, e adora a rotina, por onde se orienta.

  Nesse sentido, considero pertinente que se abra guerra na cozinha e se faça, por favor, comida agradável para o bebé, que até os pais têm prazer em comer! Costumo brincar nos meus workshop's quando digo que o bebé só come aquilo que o papá autorizar...porquê? Porque é importante que (também) a comida do bebé tenha palatabilidade, seja agradável, seja saborosa, seja atractiva, seja irresistivelmente boa!

  A maior parte das pessoas concebe que a alimentação saudável é uma dieta insípida, completamente indicada para os bebés e que se recomenda aos pais em sabor, facto completamente errado. Uma boa alimentação pode e deve ser enriquecida de ervas aromáticas, um bom azeite, alho, legumes e fruta frescos, ingredientes tão ricos em que a nossa gastronomia é nobre e tão depressa convencem a criança mais resistente e permitem também uma adaptação muito mais rápida à alimentação dos adultos, contribuindo também para que a progenitora relaxe mais depressa, a partir dos 12-15 meses, sobre a preparação culinária para o bebé e para os pais deixe de ser realizada separadamente.

  Assim, o conselho que deixo hoje é que transformem os pratos destinados ao Bebé em verdadeiras atracções culinárias, dignas de o conquistar à primeira colherada em que, sobretudo o azeite, tenha o dom de ligar os ingredientes para além das enormes propriedades nutricionais que favorecem tão bem o seu intestino e a absorção das vitaminas que necessita. Lembrem-se também que o alho representa um poderoso antibacteriano, excelente para reforçar o sistema imunitário e que pode ser introduzido na dieta infantil a partir dos 8 meses, tal qual as ervas aromáticas que arrasam qualquer tentativa de adição de sal.

  Pensem nisto e...na dúvida, o pai prova e... aprova! Combinado?

  E como costumo dizer…Espero ter ajudado!

Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil
www.solangeburri.blogspot.com

[ver mais artigos deste autor]


<<  voltar  |  topo  |  Todos os Artigos





Termos e Condições de Utilização
Copyright - Portal da Criança - 2007-2020
Desenvolvido por:
 CCEB