
O Museu de Angra do Heroísmo volta a apresentar a instalação de som e imagem denominada A Madrugada das Cagarras, de Paulo Henrique Silva, desta vez no Forte do Negrito, em colaboração com a Junta de Freguesia de S. Mateus da Calheta.
O sucesso de que se revestiu a apresentação deste projecto visual e sonoro, quando esteve patente ao público no edifício de S. Francisco no ano de 2007, justifica a oportunidade da sua reapresentação, agora num local diferente, fisicamente mais próximo do ambiente de vida e nidificação das cagarras, uma espécie notável de aves marinhas migratórias que já se tornou uma imagem de marca dos mares açorianos.
Esta exposição, que pretende mostrar a ambiência na qual os cagarros nidificam, proporciona ao visitante uma experiência marcante e diferente daquilo que é hábito vivenciar-se em projectos museológicos.
A exposição é acompanhada por um CD-ROM, editado pelo Museu de Angra do Heroísmo, com conteúdos de som, imagem e notas de campo da responsabilidade de Paulo Henrique Silva e o artigo intitulado Contributo para o conhecimento da espécie Calonectris diomedea borealis de António Félix Flores Rodrigues.
Segundo o Director do Museu de Angra, Jorge Paulus Bruno, tendo em conta a qualidade das fotografias e dos registos de som captados ao longo de muitas horas de observação da espécie em foco por Paulo Henrique Silva, esta exposição reveste-se de particular interesse, constituindo uma abordagem muito particular e inédita em relação a esta espécie.
A exposição A Madrugada das Cagarras, que já se encontra aberta ao público, manter-se-á patente, no Forte do Negrito, até ao dia 30 de Setembro de 2008.