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As histórias e os livros na Infância de pais e filhos
Outubro, 2008
Rute Moura - Cadernos de Educação de Infância
APEI - Assoc. de Profissionais de Educação de Infância


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  1. Introdução

  O presente estudo surgiu na sequência da nossa prática pedagógica como educadores de infância numa instituição particular de solidariedade social do concelho de Almada.
  Actualmente diz-se que os jovens não lêem e que o computador e a televisão ocupam um lugar de cada vez maior destaque. Contudo, nós educadores de infância continuamos a ver no olhar das crianças o prazer de ouvir contar uma história e de "ler" as imagens de um livro.
  Em algumas conversas informais com os pais das crianças, relembramos os livros e as histórias da nossa infância e comparamo-las com as que as crianças têm agora.
  Algumas questões foram surgindo: quais as histórias e livros que marcam a infância de pais e filhos? Será que as histórias e os livros que despertam o interesse das crianças são as mesmas que os pais relembram da sua infância?
  Assim, é objectivo deste trabalho conhecer quais as histórias e os livros que marcam a infância de pais e filhos de um grupo de jardim-de-infância que frequentam a referida instituição. Por outro lado, queremos também tentar perceber quais as diferenças entre a infância dos pais com as histórias e os livros e a infância dos seus filhos.

  2. Revisão de Literatura

  "A história da cultura mostra-nos que a obra literária oral tem precedência sobre a escrita." (Diniz, 2001). "Ouvir uma narrativa, deixar-se seduzir pelo poder mágico das palavras, foi durante séculos uma das maiores formas de entretenimento de todo o tipo de sociedades, tanto nas mais cultas e requintadas como nas agrárias e em sociedades de transição mais lenta para a industrialização." (Traça, 1992).
  Mimoso e Couto (2002) salientam que "se por um lado a Revolução Industrial veio dar um golpe profundo na transmissão dos contos boca-ouvido, por outro lado o Romantismo veio redescobrir o gosto pelo popular, pelo tradicional, pelo antigo, pelo nacional e, aliando-se às inovações tecnológicas e à melhoria das condições económicas e culturais das populações, veio fixar todo um imenso e inestimável património oral, muitas vezes recuperado da literatura de cordel que proliferava, sobretudo a partir de seiscentos".
  Lajolo e Zilberman (1998) acreditam que a valorização da família na sociedade burguesa é a mola mestra que transforma a leitura em prática social, quando constitui actividade privada nos lares, tendo o livro como instrumento ideal para a formação da moral burguesa.
  Rocha (2001), refere que "se o texto impresso entrava em casa, porque alguém o compreendia, a criança não seria excluída do seu convívio". A criança passa a assumir um papel diferente no espaço familiar, já não se procura a sua submissão e surge uma preocupação crescente com a sua escolarização. A criança surge como "depositária de uma herança cultural e reprodutora de um modo de viver social." (Bastos, 1997).
  A leitura vai-se fortalecendo, o número de livros publicados aumenta, a literatura para crianças conquista o seu espaço próprio e surgem novas tecnologias de informação.   "Novos meios de comunicação foram criados e a escrita/leitura coexistem paralelamente. O aparecimento de meios não determina o final dos que existiam, mas uma inter-relação dinâmica e estimulante. Até, pelo contrário, o computador, longe de extinguir a escrita e a leitura, trá-las à superfície e dá-lhes novos suportes." (Cadório, 2001).
  "A leitura continuará, pois, a ser indispensável para aceder ao conhecimento e para construir a sociedade e os seus valores." (Antão, 2000). "As raízes da escrita são tais e tão profundas na nossa cultura actual que, possivelmente, jamais nos desligaremos delas." (Mimoso e Couto, 2002). "O «texto-corpo» jamais perderá o seu estatuto e a sua importância nos mais variados sectores da nossa sociedade." (Mimoso e Couto, 2002).
  "O texto escrito é a memória cultural das sociedades, um lugar de questionação e afirmação de valores ideológicos, sociais e culturais, um espaço que, vivendo da transformação, permanece." (Herdeiro, 1980).
  A família, a escola e a biblioteca ocupam, cada vez mais, um papel primordial na promoção da leitura. "O caminho da leitura está em grande parte dependente da família, a qual deve dar o exemplo às crianças e aos jovens, mostrando, ela própria, hábitos de leitura." (Antão, 2000). "O êxito da aprendizagem da leitura está relacionado positivamente com o estímulo intelectual e «literário» dado pela família." (Morais, 1997). "A leitura é uma aprendizagem social que ultrapassa o quadro escolar, começando muito antes da entrada na escola." (Traça, 1992).
  No entanto, "a escola tem de proporcionar tempos e espaços de leitura diversificados e atraentes e oferecer actividades regulares de leitura e contacto com o livro." (Herdeiro, 1980).
  "A existência de livros disponíveis e de fácil acesso não garante, por si só e necessariamente, o surgimento da leitura enquanto uma experiência de prazer e de conhecimento objectivo da realidade." (Silva, 1991). "O importante é que «levemos» o livro à criança, a ajudemos a estabelecer uma conduta de comunicação com este precioso meio de desenvolvimento. Isto significa transformar as bibliotecas em salas de teatro, televisão, cinema, organizar encontros entre crianças e escritores, prolongar as vivências dos livros noutras linguagens e suportes..." (Magalhães, 2000).

  3. Método

  Consideramos que este nosso trabalho se aproxima de um estudo de caso, uma vez que recolhemos as percepções de um grupo de 13 crianças (com 5 anos de idade) e respectivos pais. Recorremos ao uso da técnica de entrevista semi-estruturada, pois permite-nos explorar as ideias dos entrevistados e reformular as questões colocadas.

  Procedimentos

  Inicialmente estruturámos o guião das entrevistas a realizar aos pais e às crianças, preparando cuidadosamente as perguntas a efectuar. Em seguida, entrevistámos quatro elementos exteriores ao estudo para testar as questões das entrevistas e procedemos a alguns ajustes. Posteriormente, e já com a autorização concedida, contactámos pessoalmente os potenciais entrevistados.
  Alguns sujeitos encontravam-se ausentes, outros manifestaram não ter disponibilidade para realizar a entrevista. Contudo, os entrevistados que aceitaram a nossa proposta manifestaram sempre uma grande disponibilidade e vontade em colaborar.
  As entrevistas aos pais realizaram-se num gabinete da instituição em que realizámos o estudo, por escolha dos entrevistados, e em horários previamente combinados com os mesmos de acordo com a sua disponibilidade. As entrevistas feitas às crianças realizaram-se na sala de jardim-de-infância das mesmas.

  Tratamento de dados

  Após a recolha de toda a informação, procedemos a uma análise exaustiva da mesma. O primeiro passo foi a exploração de toda a informação recolhida. Em seguida, definimos categorias e classificámos a informação, ou seja, procurámos ordenar os dados, organizando a informação "em bruto" em grandes unidades de análise. Para isso, tivemos em linha de conta o enquadramento teórico, os objectivos da investigação e o respeito pela própria natureza da informação.
  Reorganizámos, então, a informação e procedemos a uma redução dos dados de cada entrevista em função das categorias. Depois estabelecemos paralelos entre as informações dos entrevistados, criando matrizes para sintetizar as suas declarações.   Uma vez definidas as categorias e reduzidos os dados, dedicámo-nos a uma leitura mais profunda da informação e à análise da mesma.

  4. Apresentação e discussão de resultados

  Para facilitar a apresentação dos resultados, formámos 4 blocos:
  1. As histórias e os livros na infância dos pais;
  2. Pais e leituras actuais;
  3. As histórias e os livros na infância das crianças;
  4. As histórias e os livros na infância de pais e filhos.

  4.1. As histórias e os livros na infância dos pais

  Nas entrevistas analisadas, são frequentes as alusões ao contar das histórias numa fase em que os entrevistados ainda não sabiam ler. Estas histórias foram descritas como: "aquelas que eram fruto da imaginação da altura"; ou "gostava daquelas mais comuns, aquelas que normalmente toda a gente sabe"; ou ainda "eram várias que ela (a avó) contava, muitas... da infância dela". Alguns entrevistados utilizaram mesmo os termos "contos tradicionais" e "histórias de outrora".
  Os parentes mais referidos como tendo o hábito de contar histórias são a mãe e os avós. Por outro lado, verificámos que a maioria dos pais não frequentou o ensino pré-escolar. Apenas 5 pais frequentaram o jardim-de-infância e destes 5 pais, 3 frequentaram-no em Portugal, um em França e um em Angola. Os restantes entrevistados referem ter passado a infância em casa, até à entrada para a escola, com a mãe que não trabalhava ou com os avós. Desta forma, pensamos ser natural que estes apareçam como os principais contadores de histórias.
  Os Três Porquinhos, A Branca de Neve e O Pedro e o Lobo foram as histórias mais referidas pelos pais como as preferidas da sua infância. Parece-nos também possível dizer que há predominância de referências aos contos tradicionais e aos clássicos da literatura.
  Os relatos das suas memórias descrevem-nos momentos de alegria e convívio com os livros. Por exemplo, uma entrevistada revela-nos "A minha mãe ainda hoje está para descobrir como é que as lanternas que estavam na caixa da luz apareciam todas gastas porque eu ía buscar a lanterna e ficava a ler mais ou menos às ocultas porque tinha que se deitar cedo... e cedo erguer e, portanto, nada de confusões na cama. Lembro-me de ter os livros de histórias e romances e de ensaio por cima dos livros de estudo".
  Contudo, também é notório, em alguns depoimentos, uma certa pena de as histórias não terem ocupado mais espaço na sua infância: "Não houve muitas histórias. Acho que não houve tempo para isso. Devia ter havido mais...".
  Com mais ou menos livros em casa, lendo os livros da biblioteca da escola ou da biblioteca itinerante, privilegiando-se ou não a leitura no contexto familiar, os entrevistados informaram-nos de que o livro esteve mais ou menos presente na infância de cada um.
  4.2. Pais e leituras actuais

  Quando colocámos aos pais a questão "E hoje? Que lugar ocupam os livros na sua vida?", as respostas encontradas indicam-nos que o livro foi perdendo espaço na vida dos entrevistados, pois todos eles, à excepção de um, afirmaram que não são leitores assíduos ou que efectivamente não lêem.
  São frequentes afirmações como: "Há muito tempo que eu não leio um livro"; "Tenho-me vindo a desligar um bocado dos livros... actualmente não leio muitos livros"; "Não sou uma leitora muito assídua, para ser franca. Não tenho tempo para...de vez em quando pego num livro, depois deixo"; "Agora por tempo não tenho pegado muito em livros".
  Na realidade, a "falta de tempo" é apontada por vários entrevistados como a causa de actualmente lerem muito pouco ou mesmo nada.

  4.3. As histórias e os livros na infância das crianças

  Ao analisar as entrevistas realizadas aos pais, constatamos que todos eles referem a importância das histórias e dos livros na educação dos seus filhos. Despertar o gosto e o interesse pela história, pelo livro e pela leitura, parece ser uma das preocupações educativas deste grupo de pais. Um entrevistado afirma: "Os livros têm um lugar que é insubstituível e há coisas que nos ficam cá sempre. E eu gostava que eles (os filhos) ganhassem mesmo o gosto pela leitura". A criação do gosto pela leitura é também uma preocupação desta outra entrevistada, que acrescenta: "É uma batalha que não é fácil, a paixão pela leitura".
  A promoção do contacto precoce com os livros também é valorizada, como podemos constatar nas palavras desta mãe: "Há muitos livros lá em casa e portanto... é a promoção do contacto, desde os primeiros anos de vida".
  A maioria dos entrevistados afirmam contar/ler histórias aos filhos com regularidade e o momento privilegiado é à noite, antes de deitar. Efectivamente, alguns pais consideram o momento de contar/ler a história como um hábito adquirido: "Ah, sim a história é à noite"; "Isto já faz parte de uma rotina: os dentes, o chichi e depois a história". Também as crianças, nas suas entrevistas, referem que costumam ver livros à noite e a grande maioria diz fazê-lo com ambos os pais. Parece-nos, então, que se tenta criar um espaço e um tempo em família para o contacto com os livros e as histórias e que esse contacto privilegiado acontece, na maioria das vezes, antes de dormir.
  As crianças identificaram também quais as suas personagens preferidas das histórias e, apesar da diversidade das suas respostas, o lobo aparece como a personagem mais escolhida.
  As histórias identificadas por pais e crianças como sendo as preferidas das crianças divergem, mas, a maioria das referências são contos tradicionais ou clássicos da literatura. A escolha de uma história preferida é algo muito pessoal e variável e, por isso mesmo, difícil de precisar, principalmente para a criança. Contudo, pensamos que o que é importante retirar destes dados é o facto curioso de as histórias mais referidas por pais e crianças serem contos tradicionais e clássicos da literatura, apesar de serem várias as referências a livros da Walt Disney.

  4.4. As histórias e os livros na infância de pais e filhos

  A diversidade de livros a que as crianças têm actualmente acesso, o contacto precoce que têm com os mesmos e o seu uso não vocacionado exclusivamente ao ensino, são alguns aspectos referidos pelos entrevistados como as principais diferenças entre a sua infância e a infância do seu filho.
  Uma entrevistada assinala: "Acho que ele começou mais cedo. Acho que eu com a idade... tão nova, não tinha a gama de livros que ele tem, a diversidade. Na minha geração, o que aconteceu comigo é que os livros vieram um pouquinho mais tarde. Com ele não. Tem livros desde pequenino, desde um ano. Aqueles livros mais básicos".
  Na realidade, sabemos que só a partir da década de 60 e 70 é que se deram um conjunto de acontecimentos que começaram a alterar o panorama educativo e literário do país. A explosão escolar ocorrida nos anos 60, fruto do alargamento da escolaridade obrigatória para seis anos, a maior abundância de obras nacionais e as várias iniciativas desenvolvidas em torno do livro, levaram à difusão deste.
  Por outro lado, o 25 de Abril de 1974 trouxe também várias alterações nos planos políticos, socio-económicos e culturais que obviamente se reflectiram na educação e na literatura para a infância. A abolição da censura de livros, a introdução do estudo da literatura para crianças nas Escolas do Magistério Primário, a realização de vários Colóquios nesta área e a criação de bibliotecas escolares por parte da Direcção - Geral do Ensino Básico, são alguns factores que levam a que os anos 70 sejam um marco importante na história da literatura para crianças em Portugal.
  Na realidade, a maioria dos pais entrevistados (7 pais) tinha entre os 11 anos e os 15 anos em 1974, ou seja, eram adolescentes. Destaca-se um outro grupo de pais (5 pais), que na mesma altura tinham entre os 3 anos e os 6 anos, isto é, estavam numa fase em que ainda não tinham iniciado o ensino primário. Desta forma, é natural que os pais entrevistados refiram que os filhos tenham agora um acesso mais precoce aos livros do que eles tiveram, bem como esse acesso tenha sido diferente.
  Só nas décadas seguintes, a produção literária foi ganhando contornos mais definidos, os livros para crianças deixaram de ser considerados uma paraliteratura e o público infantil foi-se tornando mais consistente.
  Com os avanços tecnológicos foram surgindo outros meios de suporte da escrita e a televisão, as cassetes vídeo e áudio, os DVD, os CD-ROM e a Internet, de entre outros, têm conquistado um papel cada vez mais notório na infância das crianças.
  Os pais não estão fora desta realidade, como nos explica esta entrevistada: "Neste momento os livros foram um bocadinho substituídos também... apesar de ele gostar muito, foram substituídos pelos filmes de vídeo. Também têm histórias e é diferente, podem visualizar. É um pouco diferente. Quando eu era pequena tinha de visualizar as situações e quando ouvia nos discos com aqueles barulhos... era diferente".
  Contudo, ao analisar as entrevistas realizadas aos pais e às crianças, verificamos que há três histórias que são referidas por ambos como sendo as suas preferidas: Os Três Porquinhos, O Capuchinho Vermelho e Peter Pan.
  É assim interessante constatar que ambos dão especial evidência a dois contos tradicionais e a um clássico da literatura (Peter Pan), escrito em 1911 por James Barrie.
  Note-se também o facto de existir uma grande diversidade de histórias referidas como preferidas, mas, entre estas constarem maioritariamente contos tradicionais ou clássicos da literatura. Contudo, é de salientar que existem no mercado várias versões de um mesmo conto, nomeadamente do Walt Disney, e que não podemos aferir a qual os entrevistados se referem.
  Independentemente destas questões, pensamos que também não podemos esquecer que cada um de nós, criança ou adulto, pode sentir uma maior proximidade com uma história em determinado momento da nossa vida. As crianças verbalizaram qual a sua história preferida no momento em que realizámos a entrevista e hoje já poderiam referir uma outra história, que tivesse mais significado para si neste preciso momento da sua vida.
  Contudo, o que nos parece importante evidenciar sobre esta questão é que, tanto na infância dos pais como na infância dos seus filhos, os contos e os clássicos da literatura parecem ocupar um lugar de destaque, apesar da grande oferta de livros actualmente existente.

  5. Conclusão

  Os dados recolhidos junto dos pais e crianças dão-nos indicações de vivências únicas da infância dos entrevistados. O local onde vivem a infância, a frequência do jardim-de-infância, a existência de livros em casa, as férias passadas no meio rural, a descoberta da leitura na biblioteca da escola, o ler às escondidas porque tinha que se deitar cedo... A história pessoal de cada pai ou mãe entrevistado foi-nos descrita pelo próprio, com maior ou menor pormenor.
  Ficámos a conhecer as histórias que os pais recordam com mais saudade da sua infância e, ao comparar com as preferências dos seus filhos, constatámos que os contos e os clássicos da literatura parecem ser os que obtêm maiores referências em ambos os grupos de entrevistados. Das declarações dos nossos interlocutores evidenciaram-se Os Três Porquinhos, O Capuchinho Vermelho e Peter Pan.
  Os pais consideram também que os seus filhos têm um contacto mais precoce com os livros do que eles tiveram e que, actualmente, têm um acesso que não é exclusivamente vocacionado para os estudos. Referiram ainda que hoje em dia há uma maior diversidade de livros.
  Da análise das entrevistas feitas aos pais e às crianças, salientamos ainda que o momento do deitar parece ser a altura privilegiada para os pais contarem ou lerem histórias aos filhos.
  Estes são os principais resultados deste estudo, que nos fornece elementos que permitem conhecer melhor as vivências dos pais e dos filhos, no que respeita ao contacto com os livros e as histórias na sua infância.

  6. Bibliografia

Antão, J. (2000). Elogio da leitura, tipos e técnicas de leitura. Colecção Cadernos Pedagógicos. Lisboa: Edições Asa.
Bastos, G. (1997). A escrita para crianças em Portugal no século XIX. Lisboa: Editorial Caminho.
Cadório, L. (2001). O Gosto pela leitura. Lisboa: Livros Horizonte.
Diniz, M. (2001). As Fadas não foram à escola. Porto: Porto Editora.
Lajolo, M. & Zilberman, R. (1998). A Formação da Leitura no Brasil. São Paulo: Editora Ática.
Magalhães, M. (2000). A formação de leitores e o papel das bibliotecas. Formar leitores: o contributo da biblioteca escolar. Instituto de Inovação Educacional.
Mimoso, A. & Couto, J. (2002). O papel dos novos/velhos desafios na recuperação da memória oral. Pedagogias do imaginário – olhares sobre a literatura infantil. (pp. 142-153). Lisboa: Edições Asa.
Morais, J. (1997). A arte de ler – psicologia cognitiva da leitura. Lisboa: Edições Cosmos.
Rocha, N. (2001). Breve história da literatura para crianças em Portugal. Lisboa: Caminho.
Silva, A. (1991). Livros para a infância e suas leituras. Cadernos de Educação de Infância, n.º 20.
Traça, M. (1992). O fio da memória. Porto: Porto Editora.
Herdeiro, M. (1980). Dimensão Pedagógica da leitura. Problemática da leitura – aspectos sociológicos e pedagógicos. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica.

in
Cadernos de Educação de Infância Abr./Jun. 2005
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